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Sono e Longevidade
Instituto do Sono avança na descoberta dos fatores que contribuem para uma vida mais longa e saudável
Com o objetivo de identificar fatores que contribuem para uma maior expectativa de vida, foi desenvolvido no Instituto do Sono/AFIP o trabalho "Sono e Longevidade". O estudo buscou caracterizar o padrão de sono de indivíduos longevos, avaliando voluntários de diversas faixas etárias por meio de exames como polissonografia, actigrafia, análises clínicas e genéticas. Participaram do projeto de pesquisa jovens de 20 a 30 anos, idosos entre 60 e 70, e longevos acima dos 85, incluindo um de 105 anos.
Uma das principais constatações, ao se comparar os três grupos, foi que há um determinado estágio do sono, o sono profundo, que não varia muito ao longo da vida. Isso indica que ele é essencial para o ser humano, uma vez que regula funções importantes no organismo. "É necessário que exista uma quantidade certa desse estágio do sono para a manutenção do organismo. Isso, associado a hábitos saudáveis, contribui para que o indivíduo alcance idades avançadas", explica Diego Mazzotti, doutorando em Medicina e Biologia do Sono.
De acordo com o pesquisador, a partir dos relatos dos voluntários avaliados, pode-se dizer que cuidados com a alimentação, prática de exercícios físicos e, em especial, um sono de qualidade são importantes para uma vida longa e saudável. Outra descoberta relevante foi a identificação de um grupo de genes, que se ativa apenas nos indivíduos longevos. "O próximo passo é realizar outros estudos para compreender melhor a função desses genes na longevidade", afirma Diego Mazzotti.
Sono e Genética
Em parceria com pesquisadores de diferentes países, o Instituto do Sono/AFIP foi convidado para participar do Consórcio Internacional de Genética da Apneia do Sono (Sleep Apnea Genetics International Consortium – SAGIC).
O SAGIC é um projeto multidisciplinar, que envolve pesquisadores de países como Estados Unidos, Alemanha e França.
A proposta é a construção de uma base de dados clínicos e epidemiológicos, assim como de amostras de material biológico, que permita uma melhor compreensão tanto dos fatores genéticos relacionados à apneia do sono quanto do risco para as doenças associadas.
"O Consórcio é um passo muito importante para o estudo desse distúrbio. Em fevereiro de 2012, teremos um encontro aqui em São Paulo para discutir o andamento do projeto", comenta a Dra. Lia Bittencourt, coordenadora clínica do Instituto do Sono.