Distúrbios do sono

O que é insônia

A insônia se caracteriza por dificuldade em iniciar o sono, ou por acordar durante a noite com dificuldade para voltar a dormir com consequências no dia seguinte. Muitas vezes, ocorre a sensação de sono não reparador, de má qualidade, com cansaço diurno. Outras consequências da insônia em longo prazo são irritação, dificuldade para se concentrar ou de memória, sintomas de depressão, entre outras.

Por que algumas pessoas têm insônia?

A insônia tem muitas causas, sendo algumas delas problemas psiquiátricos como ansiedade, depressão, uso de alguns medicamentos em longo prazo e de bebida alcoólica; no último caso, principalmente após a suspensão do consumo. Pode estar associada a outros distúrbios do sono que facilitam sua interrupção, favorecendo alguns despertares. A insônia primária, que é a forma mais comum, apresenta predomínio em mulheres, mas pode ocorrer em homens também. Essa insônia se caracteriza por uma resposta anormal a estresses, como, por exemplo, perdas, dificuldades financeiras, doenças, ou até mesmo coabitar com um parceiro, mudanças, promoções no trabalho, entre outros. Além disso, o indivíduo apresenta dificuldade para dormir durante a noite ou de dia (o que não é aconselhado), e isso é muitas vezes associado a atividade mental intensa, com maior fluxo de pensamentos.

Com frequência, as insônias são agravadas ou podem decorrer de hábitos inadequados que adquirimos durante a vida. Geralmente é um conjunto de fatores que provocam dificuldades para dormir, associados à predisposição para se ter insônia. Frequentemente quem sofre de insônia tem familiares com o mesmo problema.

Como as doenças físicas podem provocar insônia?

Atualmente as dificuldades respiratórias durante o sono são causas frequentes de um sono de má qualidade. São situações que podem provocar pequenas pausas respiratórias conhecidas como apneia, que culminam em curtos despertares. Como esses pacientes apresentam muitas apneias e, consequentemente, muitos despertares, podem achar que estão dormindo uma grande quantidade de horas de sono, porém acordam cansados e sentem muita sonolência durante o dia. Doenças que causam dores, principalmente durante a noite, também podem provocar insônia. Existe um quadro clínico, a fibromialgia, que predomina nas mulheres, e se caracteriza por pontos dolorosos em determinadas regiões do corpo. Além de outras doenças físicas, como distúrbios hormonais, hiper e hipotireoidismo, algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer também podem provocar insônia.


Como é o tratamento da insônia?

O tratamento da insônia se inicia após um diagnóstico correto, da identificação e abordagem da causa da insônia quando podemos detectá-la. De modo geral, a prescrição de medicamentos que ajudam a dormir e não provocam dependência química, associada a medidas comportamentais e cognitivas, é a melhor forma de tratamento. Os médicos e profissionais da saúde, como psicólogos e assistentes sociais, podem ajudar as pessoas com insônia a reconhecerem os seus sintomas, os seus hábitos, por vezes inadequados e, por meio de aplicação de técnicas especializadas, podem proporcionar uma melhor qualidade de sono e de vida.

O que é apneia?

A apneia/hipopneia é definida como interrupção/diminuição do fluxo aéreo (respiração), que pode levar à queda do oxigênio no sangue e a despertares.

A apneia obstrutiva do sono (AOS), a mais comum, é geralmente caracterizada por eventos de pausas respiratórias que duram mais que 10 segundos e que são consideradas anormais quando ultrapassam a frequência de 5 por hora de sono. A AOS pode ser um distúrbio provocado por alterações anatômicas e pela diminuição de atividade dos músculos dilatadores da faringe (via aérea superior, posterior à língua).

Na criança a AOS é diferente do adulto. Em geral, há alterações anatômicas, como o aumento das adenóides e amígdalas, que podem ser corrigidas. Em adultos, as alterações anatômicas podem não ser tão bem localizadas e fatores neuromusculares podem ter papel importante como tem o envelhecimento. Além disso, a obesidade é um fator que agrava o quadro da AOS. Essas alterações levam ao estreitamento das vias respiratórias superiores gerando as apneias, ou pausas respiratórias.

No caso da AOS, os sintomas mais frequentes são: histórico de ronco alto, interrompido por paradas respiratórias durante o sono (observadas por quem convive com a pessoa) e hipersonolência diurna. Também podem ocorrer: sono agitado, aumento da frequência de urinar a noite, alterações de memória e raciocínio, e impotência sexual.

Como é o tratamento da apneia?

Existem várias técnicas que são aplicadas nos tratamentos das apneias, variando conforme o caso: 

  1. Higiene do sono e emagrecimento
  2. Aparelhos de pressão positiva (CPAP)
  3. Tratamento com aparelhos intraorais
  4. Tratamento cirúrgico

O que é narcolepsia?

A narcolepsia é um distúrbio de sono caracterizado por sonolência diurna, por vezes com ataques de sono, cataplexia e anormalidades do sono REM. Sua prevalência é em torno de 0.02-0.18% na população em geral, considerando-se EUA, Europa e Japão; no Brasil ainda não há um estudo desse tipo. Essa prevalência equivale a 1 caso da doença em cada 2000 pessoas, e não é uma prevalência muito baixa. A narcolepsia ainda é pouco diagnosticada. A cataplexia é o único sintoma específico da narcolepsia, mas pode não aparecer em todos os casos.

Fatores genéticos estão envolvidos com o surgimento da narcolepsia.
Embora a maioria dos casos seja esporádica e não familiar, o risco de um parente de 1° grau de um paciente narcoléptico ter o mesmo distúrbio é 40 vezes maior que na população em geral.

A narcolepsia humana é causada principalmente pela falta da proteína hipocretina no cérebro.

Como é o tratamento da narcolepsia?

A narcolepsia é uma doença de certa forma benigna, porém o tratamento é prolongado. Os medicamentos usados para tratar a narcolepsia podem ser estimulantes do sistema nervoso central e antidepressivos tricíclicos no caso de cataplexia, se necessário. O objetivo do tratamento é o controle dos sintomas, principalmente das crises de sono e da cataplexia (perda do tônus muscular), com a administração de medicamentos, permitindo assim que o paciente mantenha suas atividades normais nos campos profissional e social.

Como medida paralela ao tratamento, recomenda-se alguns cochilos voluntários durante o dia para reduzir a sonolência diurna.

Durante o tratamento, não se deve exercer atividades de risco, como dirigir ou manipular equipamentos que exijam atenção contínua.

O que é bruxismo?

O bruxismo é definido como um distúrbio caracterizado pelo ranger ou apertar dos dentes (como uma mastigação) durante o período de sono. Sua causa ainda não foi definida completamente, porém, durante o bruxismo, a força realizada sobre a musculatura mastigatória e os dentes é excessiva, produzindo sintomas musculares e dentais, tais como: dor facial, desconforto muscular principalmente ao morder, dores de cabeça, desgaste dos dentes e danos à gengiva. Um sinal típico é o desgaste do esmalte dos dentes. Por esse motivo, o bruxismo geralmente é detectado pelo dentista.

Como é o tratamento do bruxismo?

Existem vários tratamentos em estudo, mas, por enquanto, o mais recomendado é o aparelho intraoral, confeccionado com resina acrílica, chamado placa miorrelaxante. Esse tipo de tratamento proporciona uma posição articular estável, protegendo os dentes e toda a estrutura de suporte dos mesmos (gengivas, maxilares, etc.).

O que é sonambulismo?

Tal como o terror noturno, o sonambulismo normalmente ocorre na infância. Caracteriza-se por falar, sentar ou também andar pelo quarto e até mesmo pelos ambientes da casa. Por vezes, medidas de segurança são necessárias para que não ocorra nenhum acidente de maior gravidade com a criança ou o adulto.

Como é o tratamento do sonambulismo?

Normalmente o tratamento não é necessário, pois, em geral, o sonambulismo desaparece com o crescimento. Caso os episódios se tornem frequentes e acentuados, é preciso usar medicamentos.

O que é a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)?

É uma irresistível necessidade de movimentar as pernas, que alivia uma sensação extremamente desagradável nos membros inferiores. Tais sintomas ocorrem à noite, antes de dormir, o que muitas vezes impede o início do sono, levando à insônia. O tratamento é medicamentoso. Ao suspeitar do problema, o paciente deve procurar um especialista em Medicina do Sono.

O que são Movimentos Periódicos das Pernas (PLM)?

São movimentos geralmente de pequena amplitude, como uma flexão nos pés e nas pernas. Os movimentos duram em média de 0,5 a 5 segundos, ocorrendo com uma frequência de um entre 20 a 40 segundos. Podem vir acompanhados de despertares breves e ocorrem mais nos idosos.  Quando levam a sintomas durante o dia devem ser tratados. O tratamento principal também é medicamentoso. O diagnóstico requer a polissonografia. Ambos, PLM e SPI, podem ocorrer mais em uma mesma família.

Problemas decorrentes do PLM

11% dos pacientes com insônia
17% com hipersonolência
11% com queixas como cansaço, estresse, etc.

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